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DEIDADES

Ganesha ou Vinayak Chaturthi é um dos festivais hindus mais populares celebrados por toda a Índia como aniversário do Senhor Ganesha, o deus de cabeça de elefante. Ele cai no quarto dia da quinzena brilhante de Bhaadra (agosto-setembro).

Importância

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 Ganesha é o deus da sabedoria, do aprendizado, da prudência, do sucesso e do poder. Ele é invocado ou propriciado no início de toda atividade. Por ser o Vighnesha, o removedor de obstáculos, ele é  propriciado no início de toda atividade, seja ela uma jornada, um casamento, uma iniciação, uma construção, um livro ou mesmo uma carta.  

Ele é um grande escriba e um estudioso da tradição e das escrituras religiosas. Ganesh assumiu o papel de escriba e escreveu o Mahabharata como lhe foi ditado pelo adivinho Vyas. Ele é também senhor do Ganas, a guarda de Shiva. Possui uma única presa (Ekdanta) e segura em suas quatro mãos uma concha, um disco, um aguilhão e um lótus e está sempre acompanhado do rato, que ele cavalga. Ganesha é um grande amante de doces e frutas. Ele também é a divindade que preside o Maladhara Chakra (plexo) do centro psíquico no corpo humano, onde reside Kundali Shakti.

 

História  

Há dois mitos muito interessantes acerca do nascimento de Ganesha e de como ele veio a ter a cabeça de um elefante. Um mito relata que, por não gostar das visitas surpresas do Senhor Shiva, durante seus banhos, Parvati formou uma figura humana a partir de uma descamação de sua pele e deu-lhe vida. Então, ela colocou essa pessoa, que mais tarde se chamou Ganesha, para guardar a entrada da casa de banho. Shiva apareceu e tentou entrar, mas, quando Ganesha o barrou, ele cortou fora sua cabeça. Isso enfureceu muitíssimo Parvati, então Shiva teve de enviar alguém para arranjar outra cabeça para Ganesha.

A primeira criatura que apareceu foi um elefante. Sua cabeça foi levada e plantada sobre os ombros de Ganesha.

Outra versão diz que Parvati foi abençoada com um belo filho. Todos os deuses reuniram-se para ver e admirar o filho de Shiva e Parvati, exceto Shani. Shani desistiu de ir porque estava sob uma maldição segundo a qual quem quer que ele fitasse seria aniquilado pelo fogo. Mas Parvati insistiu que Shani também deveria ver e admirar seu filho. Assim que ele pôs os olhos sobre Ganesha, a cabeça de Ganesha queimou até virar cinzas. Parvati amaldiçoou  Shani por  ter matado seu filho,  mas  Brahma  interveio e consolou-a, dizendo que, se a primeira cabeça que surgisse fosse plantada sobre os ombros de seu filho, ele voltaria a viver. Então, Vishnu partiu em seu Garuda em busca de uma cabeça e a primeira que encontrou foi um elefante dormindo ao lado de um rio. Ele cortou sua cabeça, e ela foi fixada no corpo de Ganesha.

Há inúmeras outras interessantes histórias lendárias como essas, que explicam o nascimento de Ganesha e o fato de ele possuir só uma presa.

Como Celebrar o Festival de Ganesha

Um vívido modelo de argila do Senhor Ganesha é feito dois ou três meses antes do dia do Ganesha Chaturthi. O tamanho desse ídolo varia de dois centímetros a quase oito metros.

No dia do festival, ele é disposto sobre plataformas elevadas nas casas ou em tendas ao ar livre, decoradas de modo elaborado, para que as pessoas possam vê-lo e homenageá-lo. O sacerdote, normalmente vestido com um dhoti de seda vermelha e um xale, invoca vida para o ídolo, em meio à entoação dos mantras. Esse ritual é o pranapratishhtha. Depois disso, segue-se o shhodashopachara (16 maneiras de homenagear). Coco, rorhi, 21 modakas (preparado de farinha de arroz), 21 folhas de durva (trevo)  e flores vermelhas são oferecidos. O ídolo é ungido com unguento vermelho (rakta chandan). Ao longo da cerimônia, hinos védicos do Rig Veda e Ganapati Atharva Shirsha Upanishad e Ganesha Stotra do Narada Purana são entoados.

Por dez dias, do Bhadrapad Shudh Chaturthi até o Ananta Chaturdashi, Ganesha é venerado. No 11° dia, a imagem é levada em procissão pelas ruas, acompanhada de dança e canto, para ser imersa no rio ou no mar, simbolizando o ritual de despedida do Senhor em sua jornada em direção a sua residência em Kailash, que leva embora consigo os infortúnios de todos os homens e mulheres.

Todos se juntam nessa procissão final, gritando "Ganapathi Bappa Morya, Purchya Varshi Laukariya" ("Ó Pai Ganesha, venha novamente no ano que vem"). Depois que são feitas as últimas oferendas de cocos, flores e cânfora, as pessoas levam o ídolo ao rio para imergí-lo.

Toda a comunidade vem adorar Ganesha em suas belas tendas. Elas também são utilizadas como um local para atendimento médico gratuito, doações de sangue, caridade para os pobres, apresentações teatrais, filmes, canções de devoção, etc. durante os dias do festival.